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Algodão de Jandaira

Algodão de Jandaira
No Mapa da Paraiba e do Brasil

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ALGODÃO DE JANDAIRA-HISTÓRIA




O município de Algodão de Jandaíra - PB tem sua formação histórica, política e social relacionada com o desbravamento do agreste paraibano por volta do século XVII. O nosso território abrigou tribos indígenas como Caxexa e Cariri, dizimados pela ganância e perversidade do homem branco, mas o sangue indígena ainda corre nas veias de muitos cidadãos algodãoenses, o traços indígenas ainda são vistos na face do nosso povo. O município de Algodão de Jandaíra pertenceu a Areia – PB antes de fazer parte do território de Remigio - PB. Em 29 de Abril de 1994, Algodão de Jandaíra foi emancipada chegando a condição de cidade pela Lei: 5.928 de 1994 e desde então, teve como Prefeito Constitucional Edvaldo Alves de Luna – gestão 1997- 2000 e 2001 – 2004, e Isac Rodrigo Alves 2005-2008, o ultimo foi reeleito e está atualmente em exercício.É de conhecimento de poucos o primeiro nome deste município, que antes de ser chamado Algodão de Jandaíra, chamava-se “Bons Ares ”. Há muita especulação a respeito da origem do atual nome deste município, a hipótese mais aceita é que o nosso território foi um grande produtor da cultura de algodão, como também um grande produtor de mel de abelha da espécie jandaíra, dessa junção surgiu o nome Algodão de Jandaíra.Infelizmente, muitas informações sobre a formação do nosso município foram perdidas no tempo, a maioria dos moradores mais antigos já partiram, deixando poucos vestígios sobre a os primórdios de Algodão de Jandaíra. Com o advento da eletricidade houve muita evolução, porém muito retrocesso, a tradição oral passada de pai para filho já não existe, a rodas de conversas iluminadas com lamparinas de querosene, onde eram contada a história dos nossos antepassados foram abolidas, dando lugar a luz elétrica e as estórias televisadas, as raízes de nossa história está sendo aos poucos soterradas pelas tramas televisivas e não há nada de mais lamentável para um povo do que não conhecer a sua própria história. Mas nem tudo está perdido, está na hora de resgatar a nossa história, as nossas raízes, a nossa cultura para que possamos ao menos saber de onde viemos, quem somos, quem foram nossos ancestrais e acima de tudo como poderemos construir o nosso futuro conhecendo os erros e acertos do passado, podendo assim aprender lições com aqueles que viveram em épocas difíceis, vivendo um contexto social contrário ao atual, numa configuração totalmente distinta da nossa, e nem por isso deixaram de ser sujeitos construtores da historia, da sociedade e da cultura de uma época.

GEOGRAFIA

Localizado na microrregião do Curimataú Ocidental. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2008 sua população era estimada em 2.407 habitantes. Área territorial de 220 km². O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[6] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.O município insere-se na unidade geoambiental dos Serrotes, Inselbergues e Maciços Residuais. A vegetação nativa é a Caatinga Hipoxerófila.

Algodão de Jandaíra está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Curimataú e tem como principais tributários o Rio Curimataú e os riachos da Arara, Jandaíra, da Serra, do Cágado e dos Negros, a maioria de regime intermitente. O principal reservatório é o Açude do Algodão.Os prinipais produtos agrícolas do município o algodão, fava, feijão e milho, bem como a exploração do sisal.

BANDEIRA DO MUNICIPIO

BANDEIRA DO MUNICIPIO

Primeira casa erguida pelo Srº Vicente Ferreira de Lima

Primeira casa erguida pelo Srº Vicente Ferreira de Lima
Situada na Rua Francisco Braga

RUA FRANCISCO BRAGA

RUA FRANCISCO BRAGA
Rua Principal.

PRIMEIRO PREFEITO

PRIMEIRO PREFEITO
Edvaldo Alves de Luna, vulgo "Poti".

A ANTIGA FEIRA

A ANTIGA FEIRA
Algodão de Jandaíra já foi palco de uma feira muito importante na região. Dentre os comerciantes da época estavam: • Juvenal Soares- Vendia carne de bode • Zé Chico-rapadura • Aureliano- Vendia café • Zefa Roberta – Vendia café • Moisés e Miguel Felix – vendia tecido. A mesma foi extinta nos anos 70 por causa de uma grande seca que castigou o nosso munipio, mas recentemente o Prefeito Isac Rodrigo Alves, resgatou essa Feira e está promovendo mais desenvolvimento e geração de renda para os comerciantes e agricultores da região.

JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA

JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA
Passou boa parte de sua infância no Sítio Jandaíra, na fazanda do seu pai

O CANGAÇO NA REGIÃO

O CANGAÇO NA REGIÃO
Segundo relato de José Américo de Almeida em sua literatura, essa região foi marcada pelo cangaço. Entre os cangaceiros da região estão Antonio Silvino e João de banda. RELATO DE JOSÉ AMERICO DE ALMEIDA A RESPEITO DO CANGAÇO NO LIVRO “MEMORIAS, ANTES QUE ME ESQUEÇA” “De longe em longe, encontrávamos casas plantadas na solidão povoada por malfeitores. Sempre operaram nessa área grupos de cangaceiros, desde Antonio Silvino ( ver imagem) a João de Banda”. (José Américo de Ameida)

UMBUZEIRO ou IMBUZEIRO - Spondias tuberosa

UMBUZEIRO ou IMBUZEIRO - Spondias tuberosa
Seu Fruto é muito apreciado e consumido em Algodão de Jandaira, já que uma árvore tipica da região. Muito rico em vitamina C e com característico sabor azedinho, o umbu, além de ser consumido ao natural, é utilizado em preparos culinários, como sorvetes, geléias, doces e umbuzada, iguaria preparada com leite e açúcar, muito apreciada no nosso municipio

O CASO CARLOTA

O CASO CARLOTA
Joaquim do Santo Leal possuía uma fazenda no sitio Jandaíra, mas tinha residência fixa em Areia-PB. Carlota Lucia de Brito, uma pernambucana, viúva e jovem se instalou-se na localidade conhecida como Cantinhos. Entre os dois aconteceu uma paixão que escandalizou, a sociedade areiense, na metade do século XVIII. Agredida numa das ruas de Areia-PB, pelo adversário político de seu amante, Quincas Leal, Carlota de Brito, jurou vingança e mandou matar o deputado provincial, Coronel Trajano Chacon. O ato criminoso deu inicio a uma guerra entre as famílias Chacon e Santos Leal.os detalhes dessa tragédia estão escritos no Livro de José Américo de Almeida, MEMORIAS, ANTES QUE ME ESQUEÇA. A Cinética filmes produziu um filme, em longa metragem. No filme há uma cena que mostra o antigo Cemitério de Jandaíra.

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